Ezute promove palestra sobre Violência contra a mulher

Estimativa global publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que uma em cada três mulheres em todo o mundo – especificamente 35% – já foi vítima de violência física ou sexual durante a vida.

Em virtude da relevância do tema, a Fundação Ezute promoveu, no dia 19 de novembro, uma palestra on-line sobre Violência contra a Mulher. O intuito do evento foi desmistificar o assunto, informar, sensibilizar e preparar as pessoas para identificar algum tipo de violência na sua convivência e entorno e oferecer suporte e apoio às vítimas.

A temática foi conduzida pela presidente da Business Professional Women São Paulo, Claudia Pirani, que destacou os aspectos históricos e culturais que deram origem aos comportamentos violentos. “O nosso sistema ainda é patriarcal, somos ensinados, desde o nascimento, a perpetuar e legitimar comportamentos e práticas relacionados ao gênero”, disse a palestrante, ao ressaltar que, mesmo que não seja fácil, é preciso trabalhar para quebrar e desconstruir esse círculo vicioso.

Apesar de a violência de gênero física ser a mais facilmente identificada, existem outros tipos como a psicológica, a sexual e a simbólica, todas afetando alguém em situação de vulnerabilidade devido à identidade ou orientação sexual.

Claudia também abordou as críticas de grande parte da população sobre o porquê de as mulheres não se separarem de seus agressores, quando são seus companheiros. Ela explicou que muitos podem ser os motivos, como medo, vergonha, esperança de que não aconteça mais ou dependência econômica.

Outro mito abordado na palestra foi o de que a violência acontece apenas em famílias problemáticas e de baixa renda ou por questões relacionadas ao alcoolismo. Além disso, muitas mulheres demoram a identificar que são vítimas, em função do carisma ou da boa imagem do agressor em seu círculo social.

Ao destacar que as agressões atingem cerca de 35% das mulheres, Claudia pontuou que o problema está mais perto do que se imagina e, portanto, deve ser considerado uma questão social, exigindo a conscientização de todos. “Ao contrário do que dizem, podemos e devemos meter a colher”, ressaltou. “Precisamos amparar e dar todo o suporte de que essas mulheres necessitam. Falar de violência doméstica é falar de ideais da família”, acrescentou a palestrante, ao propor a criação de um novo sistema com a desconstrução do papel e das práticas de cada um.