Releases

14
abr

Fundação estrutura laboratório no Brasil onde serão realizados testes de integração dos Sistemas de Combate dos submarinos 

Fundação estrutura laboratório no Brasil onde serão realizados testes de integração dos Sistemas de Combate dos submarinos 

A Ezute está dando mais um passo importante no trabalho realizado junto à Marinha do Brasil para a construção dos submarinos que fazem parte do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos): desde o mês de fevereiro deste ano, a fundação está atuando na montagem e estruturação de um laboratório de integração e testes no Brasil, chamado de SIF (Shore Integration Facility – Local de Integração em Terra), onde serão realizados testes de integração do Sistema de Combate, em apoio às verificações a bordo do submarino.

A Ezute participa do PROSUB desde o início do projeto em 2011 como beneficiária da transferência de tecnologia do Sistema de Combate SUBTICS®, em atividades de Engenharia do Sistema de Combate (CSE – Combat System Engineering), Integração do Sistema de Combate (CSI – Combat System Integration) e Desenvolvimento de Software (CMS – Combat Management System), que tem como autoridade de projeto o grupo francês Naval Group. Esse acordo entre Brasil e França tem permitido que a Ezute participe do processo de nacionalização do sistema de combate dos submarinos.

Para a realização desse trabalho dentro do PROSUB, os engenheiros da Ezute foram treinados nos diferentes Subsistemas do Sistema de Combate na França, nas instalações da Naval Group, como parte do programa de transferência de conhecimento e de tecnologia. Os profissionais da Ezute também participaram dos testes de aceitação do Sistema de Combate, realizados na plataforma Combat System Shore Integration Facility – CS SIF, na França.

De acordo com o Especialista em Engenharia de Sistemas da Ezute, Robson Souza Caceres, um dos profissionais treinados na França, há benefícios na realização de testes de integração de equipamentos e sistemas antes destes serem definitivamente instalados nos submarinos.

“O laboratório SIF funciona como uma plataforma que servirá para validar correções e novas versões de software dos equipamentos, otimizando o tempo de verificação a bordo. Na prática, o laboratório replica o que foi feito na França e o ganho é poder validar novas versões e não deixar pra descobrir problemas a bordo do submarino, onde tudo é mais lento, apertado e mais caro”, explica Robson.

O SIF permitirá verificar o bom funcionamento dos equipamentos, suas interfaces e a comunicação de dados entre eles e realizar testes de integração e cadeias funcionais entre diferentes equipamentos e subsistemas do Sistema de Combate.

A instalação do laboratório está em andamento no prédio do Centro de Manutenção de Sistemas de Submarinos (CMS-40), Base de Submarinos da Ilha da Madeira em Itaguaí (RJ), onde os especialistas da Ezute atuam.

Após a desmontagem do SIF, a Fundação EZUTE também deve preparar uma Plataforma de Validação (BVP – Baseline Validation Platform), que será usada principalmente para propósitos de manutenção e de verificação de novas versões antes de serem instaladas a bordo.

Histórico e a participação da EZUTE no PROSUB

Criado em 2008, por meio da parceria estabelecida entre o Brasil e a França, o PROSUB tem como objetivo a produção de quatro submarinos convencionais e a fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.

Em dezembro de 2018 foi lançado ao mar o Submarino Riachuelo, o primeiro submarino construído no Programa. Em outubro de 2019 foi realizada a união das sessões do submarino Humaitá, o segundo submarino convencional do PROSUB, lançado ao mar em 2020. No mesmo ano, mais um marco importante foi cumprido quando o Submarino “Riachuelo” (S 40) realizou com êxito os testes previstos para o sistema de propulsão na superfície, em prosseguimento ao extenso programa de provas de aceitação no mar.

Segundo a Marinha do Brasil, os próximos lançamentos estão previstos da seguinte forma: o S-41 Humaitá, em dezembro de 2020; do “Tonelero” (S-42) em 2022 e do “Angostura” (S-43) em 2023.

Os submarinos estão sendo construídos no estaleiro da ICN (Itaguaí Construções Navais), sob acompanhamento da Marinha do Brasil.

A Ezute atua como receptora no processo de transferência de tecnologia do Sistema de Combate, que opera e controla os armamentos da frota e participa no processo de testes e avaliação deste Sistema antes que os submarinos possam ser recebidos pela Marinha.

14
abr

Case da Ezute sobre projeto de PPP de Timbo (SC) é destaque em evento da Radar PPP

Case da Ezute sobre projeto de PPP de Timbo (SC) é destaque em evento da Radar PPP

No mês de março, a Ezute teve uma participação especial no programa “Selo de Compromisso Municipal com concessões e PPPs”, uma iniciativa da Radar PPP.

A fundação foi convidada para fazer uma apresentação aos representantes dos municípios inscritos no Selo sobre um de seus cases de sucesso, que é o projeto de Parceria Público Privada de iluminação pública em Timbó (Santa Catarina).

O convite para participação da Ezute se deu devido à sua atuação na área de concessões e PPP’s.

Na palestra, o Diretor de Mercado Civil e Parcerias da Fundação Ezute, Thomas Strasser, falou sobre a estruturação do projeto em Timbó e as lições aprendidas pela fundação com essa experiência.

A modernização no sistema de iluminação resultará em uma economia de consumo na ordem de 56% e redução dos custos de operação do sistema superior a 14%, em uma ação que substituirá as mais de 7 mil luminárias existentes hoje na região pelas de sistema LED.

Segundo a Radar PPP, que monitora, hoje, quase 3 mil iniciativas de PPPs e concessões em diversos segmentos (iluminação pública, abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos, saúde, mobilidade urbana, dentre outros), ainda são muitas as cidades que não conseguem desenvolver seus projetos e alcançar a fase de contrato.

Por isso, a criação do programa que visa ajudar os municípios a trilhar um novo caminho no campo das concessões e PPPs. As cidades que cumprirem os requisitos do programa receberão o título de “Município Prioritário” ou “Município Emergente para PPPs e concessões”. E o compartilhamento de informações por parte da Ezute pode contribuir muito para o aprendizado e o avanço desses municípios.

“É uma honra para a Radar PPP cooperar com a Fundação Ezute. Estamos alinhados em propósitos comuns sobre o país e sobre o potencial das PPPs e concessões, diante dos desafios que teremos nos próximos anos. O Selo de Compromisso é uma iniciativa inovadora e que oferece visibilidade aos municípios que queiram, desde já, construir deliberações públicas de alta qualidade e impacto no campo das PPPs e concessões. Em PPPs e concessões, começar o quanto antes e de modo sério nunca será algo superficial. Felizmente, tivemos 20 municípios inscritos e mais de 70 gestores públicos participantes, o que renova nossa convicção de que o programa é contundente e gerador de valor para prefeitos, prefeitas e equipes”, complementa Bruno Pereira, sócio e fundador da Radar PPP.

 

Entenda o case da Ezute em Timbó (SC)

 Em 2019, a Fundação Ezute ofereceu à Prefeitura de Timbó assessoria técnica para estruturação do projeto de Parceria Público Privada (PPP) para implantação de um sistema de iluminação pública mais moderno e eficiente no município.

“Este foi o primeiro contrato de PPP, efetivamente, assinado do estado de Santa Catarina. O processo foi concluído no prazo de 10 meses, tempo excepcionalmente curto, considerando-se todas as etapas do processo, compreendido desde o diagnóstico, estudos de viabilidade, capacitação dos servidores, consulta e audiência pública, aprovação do TCE, licitação e contratação da empresa vencedora”, conta Thomas Strasser.

 Em 2020, a Ezute foi escolhida para ser o Verificador Independente no projeto, sendo responsável pela avaliação do desempenho da empresa contratada para a execução do serviço de iluminação.

14
abr

Fundação Ezute promove capacitação sobre modelagem de Concessões e PPPs para servidores de Minas Gerais

Fundação Ezute promove capacitação sobre modelagem de Concessões e PPPs para servidores de Minas Gerais

A Fundação Ezute fornecerá uma capacitação aos servidores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade /MG), do Governo do Estado de Minas Gerais sobre “modelagem de concessões e PPPs”.

O objetivo do treinamento é qualificar os agentes públicos para a estruturação, regulação e gestão dos projetos de concessão e parcerias público-privadas, tendo como base a legislação vigente, as normas e padrões técnicos e as melhores práticas nacionais e internacionais destas modalidades de contrato.

O aprendizado será aplicado através de aulas teóricas, exercícios, oficinas e estudos de casos reais da própria SEINFRA, visando a que os agentes possam emitir pareceres e produzir documentos, bem como realizar a condução e/ou assessoramento das etapas de modelagem, licitação, contratação e gestão dos projetos e demais iniciativas.

O treinamento será realizado pelos representantes da Fundação, de forma online, durante seis meses.

Atualmente, as concessões e as parcerias público-privadas são uma alternativa eficiente para a realização de investimentos, desenvolvimento e manutenção de políticas e projetos estruturantes sustentáveis, realizados por meio de contratos de longo prazo entre o agente público e o agente privado.

Trata-se de soluções complexas, que envolvem o domínio de aspectos técnicos de diversas áreas de conhecimento: Engenharia, Econômico-Financeiro, Jurídico-Institucional e Socioambiental.  Por isso a importância da capacitação.

“A parceria com a Ezute e a capacitação dos nossos servidores será fundamental para elevarmos ainda mais nossa capacidade técnica na estruturação e gestão de PPPs e Concessões, viabilizando melhores projetos e fortalecendo a gestão, regulação e governança no âmbito dos contratos vigentes”, Vanice Cardoso Ferreira, Coordenadora Especial de Concessões e Parcerias.

8
mar

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: A JORNADA FEMININA RUMO ÀS CONQUISTAS NO MERCADO DE TRABALHO 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: A JORNADA FEMININA RUMO ÀS CONQUISTAS NO MERCADO DE TRABALHO

Os desafios femininos frente ao mercado de trabalho ainda são imensos.

É verdade que nos últimos anos tivemos uma ampliação de postos de trabalho para mulheres, inclusive em áreas como tecnologia, defesa e segurança. Mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Neste Dia Internacional da Mulher, trazemos um pouco da experiência da nossa gerente de projetos, Claudia Tocantins, sobre os seus desafios profissionais e sua jornada rumo às conquistas no mercado de trabalho em áreas dominadas quase que 100% por homens.

Carioca, mas com uma identidade plural – desenvolvida pelas oportunidades que a vida profissional proporcionou ao longo de sua carreira ao lhe dar a chance de trabalhar em diferentes cidades pelo Brasil e no exterior – Claudia Tocantins é do tempo em que ainda havia colégios “só de meninas” ou “só de meninos”. Essas instituições devem existir até hoje, mas em menor escala.

“Confesso que gostei muito de sair de um colégio de meninas para um curso de Engenharia de Computação e, mais tarde, para ambientes de trabalho predominantemente masculinos. Por muito tempo, eu evitei o tema, pois acreditava que com a minha formação e competências, eu podia atuar em qualquer área que eu quisesse, ser mulher não era relevante na equação”.

Porém, os dados demográficos não confirmavam esta tese e ela se deu conta disso quando participou como palestrante em um evento e ouviu de uma estudante: “Fiquei muito feliz de assistir sua palestra, uma mulher que trabalha com tecnologia no palco do evento e com experiências tão interessantes”. A partir deste momento, Claudia passou a dar mais atenção à diversidade nas equipes e valorizar as oportunidades de colaborar com movimentos de promoção de mulheres na ciência e na tecnologia.

Atuando em áreas como defesa, segurança e tecnologia, Claudia pontua que o maior desafio é encontrar referências, exemplos e mentoras, já que a presença feminina (ou mais corretamente, o protagonismo e a visibilidade da mulher) nesses mercados ainda é uma característica recente. “O mercado, hoje, tem consciência da importância da diversidade dentro das equipes para que se encontrem novas soluções e alcancem resultados mais eficazes. Mais mulheres se destacando em trajetórias profissionais das mais variadas é um fator relevante para isso”.

Para a gerente, uma forma de estimular a presença feminina em carreiras que, atualmente, possuem um número maior de homens, é trabalhar em iniciativas para promover ações que ampliem o leque e apresentem diferentes soluções para jovens, crianças e meninas. Por exemplo, ensinar programação para adolescentes e pré-adolescentes. “Nem todas serão programadoras, mas, com isso, elas podem descobrir que elas não têm apenas um determinado perfil. Temos mais meninos nas áreas exatas porque eles, desde pequenos, foram ensinados a entender melhor o seu espaço. Já as meninas são ensinadas a desenvolverem mais os seus aspectos de cuidadora”.

Um outro ponto levantado pela profissional refere-se ao real envolvimento das empresas frente à diversidade: “se você não consegue nem ter mulheres no time, como terá outro tipo de diferenças?”.

Para finalizar, Claudia comenta que desde muito pequena, a mulher escuta afirmações do tipo: se tiver uma carreira não conseguirá ter uma família, filhos. “Fui treinada para separar o pessoal do profissional. Mas porque não pode estar junto? Eu, por exemplo, tenho família, filhos, viajo e tenho minha carreira. Por que teria de abrir mão de alguma dessas coisas?”

A Fundação Ezute abraça e valoriza a diversidade em sua totalidade e possui em seu quadro de colaboradores mulheres incríveis e competentes.

Neste 8 de março, damos os parabéns ao nosso time feminino, que faz a diferença nos projetos e nas atividades de apoio da organização.

26
fev

FUNDAÇÃO EZUTE DESENVOLVE SISTEMA DE INTEGRAÇÃO DE DADOS PARA FACILITAR COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS HÍDRICOS

FUNDAÇÃO EZUTE DESENVOLVE SISTEMA DE INTEGRAÇÃO DE DADOS PARA FACILITAR COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS HÍDRICOS

A Agência das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – PCJ – finalizou no mês de fevereiro o recebimento dos dados de medições e previsões dos usuários de recursos hídricos das bacias hidrográficas que abrangem as Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGHRI 5) – Bacia do Médio Tietê.

Trata-se de um marco para o Estado de São Paulo, uma vez que o novo sistema, desenvolvido pela Fundação Ezute para a Agência, permite o acesso aos dados a partir da integração sistêmica com o Sistema de Outorga Eletrônica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Na prática, os usuários acessam o Portal do Usuário para conferir os usos que estão ativos na Agência de Bacia, obter informações sobre valores cobrados, atualizar dados cadastrais de cobrança e realizar simulações de inclusão ou retirada de usos no seu empreendimento.

A cobrança é realizada sobre usos outorgados. Isso significa que um usuário – uma empresa que detenha a concessão dos serviços públicos de saneamento básico, por exemplo -, e possua uma outorga de 10m³/h, se for cobrada pelo outorgado terá que desembolsar o equivalente a um volume de 1.080.000m³ por mês. Em função de questões operacionais, essa empresa pode não utilizar a vazão outorgada total e, quando ela não utiliza, a forma de informar é por meio da solução que a Ezute desenvolveu para a Agência, onde a companhia em questão poderá informar o medido no ano anterior (2020) e o previsto no ano corrente (2021). Dessa forma, ela pode reduzir o valor financeiro cobrado com a comprovação de dados e documentos, enviados pelos sistemas desenvolvidos.

Rio Piracicaba (SP); Foto: Newton Medeiros/Flickr

A integração de dados eleva a qualidade das informações em função da latência que existia no envio dos dados do DAEE para a Agência das Bacias PCJ. “Elevar a qualidade dos dados se traduz em cobrar valores corretos a partir de uma base de dados atualizada diariamente. Hoje, as outras bacias precisam solicitar um arquivo eletrônico ao DAEE para então realizar o cadastro manual ou através de processos semiautomáticos. Nós desenvolvemos um Sistema de Cobrança integrado com o Sistema de Outorga Eletrônica que permite o acesso diário aos dados, eliminando o erro humano e a interpretação, promovendo os profissionais envolvidos na cobrança à atividades mais nobres”, explica Nathan Facundes Santos, gerente de projetos da Fundação Ezute.

A integração promovida pela Agência das Bacias PCJ, com apoio do DAEE, trouxe celeridade no envio dos dados do órgão gestor para a Agência de Água, elevando a qualidade, reduzindo custos operacionais, e eliminando o retrabalho administrativo no DAEE, na Agência PCJ junto aos usuários. Esses benefícios consolidam um processo importante de melhoria perseguido há muitos anos: a integração dos instrumentos de gestão no Estado de São Paulo.

A partir dos dados integrados junto ao DAEE e das informações atualizadas pelos usuários,  a Agência das Bacias PCJ pode realizar o cálculo da cobrança pelo uso dos recursos hídricos através de uma calculadora, também desenvolvida pela Fundação Ezute. Trata-se de um componente importantíssimo na solução criada, pois permite a configuração de diversos parâmetros relativos à cobrança e o seu versionamento, ou seja, é possível ter uma calculadora de cobrança em 2021 diferente da calculadora de cobrança que fará o cálculo em 2022. Esses critérios são definidos pelo Comitê de Bacia Hidrográfica.

11
fev

CISCEA dá início ao projeto de modernização do DACOM – Sistema de Defesa Aérea e Circulação Operacional Militar

CISCEA DÁ INÍCIO AO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DO DACOM – SISTEMA DE DEFESA AÉREA E CIRCULAÇÃO OPERACIONAL

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) realizou, no dia 28 de janeiro, a reunião de início de contrato, firmado com a Fundação Ezute em dezembro de 2020 para a modernização do Sistema de Defesa Aérea e Circulação Operacional Militar (DACOM). A reunião ocorreu de forma 100% remota entre representantes da Divisão Operacional da CISCEA e da empresa contratada, com o objetivo de alinhar o escopo do projeto, as atividades previstas e seu cronograma.

O sistema DACOM, desenvolvido na década de 90, é a principal ferramenta de tecnologia da informação atualmente em uso no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), que exerce a supervisão e a coordenação das atividades de manutenção da Soberania do Espaço Aéreo Brasileiro. Decorridos mais de 20 anos, é necessária a evolução do Sistema de forma a atender às novas diretrizes operacionais do SISDABRA.

O projeto de modernização visa à elaboração de conceitos operacionais e especificações técnicas que servirão de base para uma nova concepção sistêmica, incorporando novas tecnologias e arquitetura modular à atual versão implantada, bem como o desenvolvimento de novas funcionalidades de apoio à decisão, pautadas na integração de dados e na troca de informações em um outro patamar de tecnologia, para uma eficiente condução de missões de Defesa Aeroespacial e de Operações Aéreas Correntes.

Além da adoção conceitos de software modular e escalável, que possibilitem incorporar os novos recursos computacionais do mercado e novos componentes para atender às necessidades identificadas ao longo desses 20 anos, a nova concepção visa tornar viável uma atuação institucional das Forças Armadas de forma integrada, proporcionando maior agilidade na tomada de decisão colaborativa para preparo, articulação e emprego dos meios de combate para a Defesa Aeroespacial.  O projeto trará benefícios voltados para um desempenho mais eficaz de diversos Órgãos do SISDABRA, como os Centro de Operações Militares (COpM), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1ºGCC).

O Gerente de Operações da CISCEA Bruno Castro explica que o projeto do novo DACOM foi iniciado em 2014 e contou com a participação de uma grande equipe da CISCEA e de representantes de Organizações da Força Aérea Brasileira (FAB) para o levantamento das especificações técnicas e operacionais. “É gratificante ver um projeto tão nobre e importante e que é ainda é parte do sistema de Defesa Aérea do país se tornar algo mais palpável. Após uma pausa no projeto, foram retomadas as ações com forte engajamento e disposição de toda a equipe, para acompanhar, gerenciar e coordenar o projeto desde a fase inicial de especificações até o desenvolvimento e software e implantação”.

Para o Chefe da Divisão Operacional da CISCEA, Major Aviador Marcio Rodrigues Ribeiro Gladulich, é uma satisfação pessoal participar do desenvolvimento do novo DACOM. “Ao longo de minha carreira operacional, na Aviação de Caça, fui diversas vezes controlado pelo Centro de Operações Militares (COpM) em missões de interceptação ou de combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual). Dessa forma, estar envolvido na concepção de modernização desta importante ferramenta para o SISDABRA é realmente gratificante pelo sentimento de trabalhar em prol de uma nova geração de pilotos e controladores da Força Aérea Brasileira (FAB)”, declarou.

Os passos iniciais do projeto são as interações entre a CISCEA, a empresa contratada e os Órgãos operacionais envolvidos diretamente da utilização do sistema, para definições mais detalhadas e aprovação dos documentos que balizarão as próximas fases de desenvolvimento e implantação do sistema.

 

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Fonte: Bruno Castro e Camilla Aguiar (DO/CISCEA)

Foto: Agência Força Aérea / Divisão Operacional da CISCEA

15
jan

Tecnologia & Defesa: Consciência situacional marítima

CONSCIÊNCIA SITUACIONAL MARÍTIMA PASSA PELA INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS E PELA INTEROPERABILIDADE ENTRE ENVOLVIDOS

Interoperabilidade, adoção de práticas colaborativas, integração e trabalho conjunto são fundamentais para os cuidados com o mar brasileiro.

Em razão de diversos fatores como o aumento do tráfego de pessoas, do transporte de mercadorias, dos acidentes ambientais, entre outras mudanças e situações, o ambiente dos mares tem se transformado ao longo do tempo e
muitos são os desafios para o futuro.

Neste contexto, emerge o conceito de Consciência Situacional Marítima, que trata do domínio e do conhecimento
preciso e completo das vulnerabilidades, do comportamento e dos acontecimentos no oceano, compreensão desses eventos
e capacidade de prevê-los, bem como de tomar ações e medidas quando eles estão por vir ou são efetivados.

Confira a íntegra do artigo escrito pelo diretor-presidente da Fundação Ezute, Delfim Ossamu Miyamaru, na última edição da revista Tecnologia & Defesa.

6
jan

Fundação Ezute apresenta os benefícios de PPPs a novos gestores municipais no Espírito Santo

FUNDAÇÃO EZUTE APRESENTA OS BENEFÍCIOS DE PPPs A NOVOS GESTORES MUNICIPAIS NO ESPÍRITO SANTO

A Fundação Ezute marcou presença no Seminário “Novos Gestores 2021-2024 – Educação e Gestão Empreendedora”, realizado nos dias 21 e 22 de dezembro, pela Associação dos Municípios do Espírito Santo (AMUNES) e o SEBRAE, com o intuito de contribuir para gestões municipais de qualidade, oferecendo aos gestores eleitos e suas equipes conhecimentos técnicos diversos e trocas de experiências.

Coube ao diretor de Mercado Civil & Parcerias da Ezute, Thomas Strasser, comandar a palestra sobre APP – Aliança Público Privada na tarde do dia 22, e explicar aos prefeitos, vice-prefeitos e outras lideranças do Executivo os benefícios das parcerias público-privadas para a boa gestão municipal.

Parcerias público-privadas são contratos de longo prazo, que envolvem uma relação intensa entre atores públicos e privados para desenvolvimento ou gerenciamento de um serviço público, sendo que o agente privado assume riscos significativos e sua remuneração se dá por desempenho. Durante sua apresentação, Strasser elencou as vantagens das PPPs. “De uma forma mais inteligente, esse tipo de contrato permite uma distribuição de riscos entre o público e o privado, garantindo a redução de custos, a conquista de um olhar global do ciclo de vida do empreendimento – onde a construção é apenas uma etapa -, além de trazer confiabilidade e segurança jurídica que possibilitam a adoção de mecanismos para a retirada do agente privado em caso de mau desempenho. Ao mesmo tempo, traz garantias a ele em caso de bons serviços, independentemente de questões políticas”.

Ao falar dos desafios para a entrega de soluções de infraestrutura à população, das possibilidades de modelagem de contratos administrativos diversos, da importância do nascimento da ideia de concessão até o fim do projeto, sobre agências reguladoras e de questões genéricas de governança e compliance, o executivo da Ezute ressaltou o importante papel que a Fundação desempenha. “Podemos caminhar juntos nesse processo, fazendo esse trabalho em conjunto e com a transferência desse conhecimento para a equipe da prefeitura, para que depois ela tenha a experiência e possa dar seguimento ao projeto ao longo da execução do contrato, fazendo uma gestão adequada”.

Thomas Strasser, diretor da Ezute, durante sua apresentação

São quase 2.800 projetos executados no país, sendo apenas 36 projetos de iniciativas municipais de prefeituras capixabas e, desses, apenas seis contratos assinados. “Existe, portanto, um espaço muito grande para trabalhar melhor esse instrumento e a Fundação Ezute está à disposição para ajudar as administrações municipais a utilizar essa ferramenta da melhor forma possível”, acrescentou Strasser ao destacar a parceria entre a instituição, a Amunes e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

O evento contou com as presenças do governador do Estado, Renato Casagrande, da vice-governadora Jaqueline Moraes, do presidente da Amunes, Gilson Daniel, de secretários de Estado e diversas autoridades, além de palestrantes de variadas áreas. O Seminário foi híbrido, com público presencial em quantidade limitada e transmissão pela internet.

17
dez

Fundação Ezute fala sobre transferência de tecnologia para aumento de prontidão tecnológica em live do Incose Brasil

FUNDAÇÃO EZUTE FALA SOBRE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA AUMENTO DE PRONTIDÃO TECNOLÓGICA EM LIVE DO INCOSE BRASIL

No dia 10 de dezembro, o diretor de Mercado Defesa & Espacial da Fundação Ezute, Carlos Eduardo de Almeida Jr., participou como convidado especial da live sobre “Transferência de Tecnologia para Aumento de Prontidão Tecnológica”, realizada pelo Incose Brasil, divisão nacional do Conselho Internacional em Engenharia de Sistemas (International Council on Systems Engineering).

Em sua apresentação, Carlos Eduardo  falou do processo de gestão do conhecimento e aumento da prontidão tecnológica no programa de transferência de tecnologia, considerando o ciclo de vida do sistema ou material em aquisição ou desenvolvimento, nas fases de concepção, estruturação, formalização e controle.

Ao explicar o conceito de prontidão tecnológica, o especialista falou da Escala TRL, modelo desenvolvido e consagrado pela Nasa nos anos 80 que mede o nível de maturidade de uma tecnologia, ou seja, o quão apta ela está para sua aplicação final. “Há uma escalada de maturidade partindo dos níveis mais baixos, que abrangem teorias e pesquisas básicas, evoluindo para pesquisas aplicadas, para a aplicação dos conceitos analíticos, experimentação válida dos conceitos em ambientes simulados, conexão com outros sistemas até chegar aos níveis mais altos, com a operacionalização do processo e o equipamento ou o sistema de informação empregado”.

Durante esse processo de maturidade tecnológica, a tripla hélice da inovação, envolvendo academia, indústria e centros de pesquisa, muitos deles do governo, ganha destaque, de acordo com Carlos Eduardo. “Esse cenário faz girar um grande esforço de desenvolvimento tecnológico e de inovação”.

A transferência de tecnologia, que está inserida em um contexto de offset tecnológico, chega nesse contexto para abreviar o tempo e o esforço de avanço na escala. “De forma controlada e estruturada, é possível acelerar nos níveis de maturidade tecnológica”, disse o representante da Fundação Ezute, ao destacar que isso pode ser feito por meio de aquisição de grandes programas.

Carlos Eduardo explicou ainda os papéis principais dos agentes que compõem o processo de transferência de tecnologia: o detentor, que tem o know how; o beneficiário, absorvedor de conhecimento; e o mediador, geralmente um órgão de assessoramento ou de controle, que faz a gestão dos interesses nesse fluxo de tecnologia. “Importante salientar que se não houver um processo estruturado, baseado em boas práticas das tecnologias de sistemas, dificilmente se vai tirar muito desse ciclo”.

Ao trazer um exemplo hipotético pra debate, baseado nos projetos desenvolvidos pela Fundação Ezute, o especialista destacou o papel de indicadores de cobertura de transferência: mapeamento, escopo máximo de transferência e calibração do mapeamento.

A live, apresentada pelo conselheiro do Incose Brasil, Fábio Silva, também abriu espaço para perguntas dos participantes. Confira a íntegra do evento em: https://bit.ly/388ggbf.

16
dez

Embasa terá assessoria da Fundação Ezute para modernização de processos e tecnologias

EMBASA TERÁ ASSESSORIA DA FUNDAÇÃO EZUTE PARA MODERNIZAÇÃO DE PROCESSOS E TECNOLOGIAS

A Fundação Ezute acaba de firmar contrato com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A., Embasa, para a realização de estudo e diagnóstico da Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação – FTI, voltados à modernização institucional e comercial da empresa.

O contrato, que terá duração de quatro meses, ou 120 dias corridos, visa trazer melhorias e modernização de processos e de das tecnologias que darão base às estratégias gerenciais e de governança da Embasa.

Ao longo dos anos, a FTI vem implementando soluções de acordo com as demandas e solicitações dos diversos setores da companhia, exercendo papel coadjuvante na melhoria dos resultados da empresa. Contudo, em virtude de novas diretrizes estratégicas organizacionais, surgiu a necessidade de aprimoramento e modernização destes processos e das soluções já implantadas. A intenção é que a Unidade passe a promover ações e projetos internos que sustentem, além das demandas e ações gerenciais empresariais, as de processos estratégicos correlacionados à operação comercial.

A partir do reconhecimento dos processos de negócio da FTI, considerando os estudos, diagnósticos e planos existentes, a Fundação Ezute realizará os serviços em quatro fases:  Planejamento e metodologia do estudo; Estudo, análise e síntese; Diagnóstico e benchmarking; e Elaboração de Plano de Ação.

A Embasa, é uma sociedade de economia mista de capital autorizado, pessoa jurídica de direito privado, tendo como acionista majoritário o Governo do Estado da Bahia, e é responsável, nos municípios onde atua, pela prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, compreendendo a captação, tratamento e distribuição de água, bem como a coleta, transporte, tratamento e destinação adequada dos esgotos domésticos.

“A Fundação Ezute já prestou há alguns anos serviços semelhantes para a SABESP, em São Paulo e atualmente está apoiando também a SANEPAR, no Paraná. Com este novo contrato com a Embasa, na Bahia, expandimos nossa atuação no território nacional. Nossa expectativa é de ampliar ainda mais esta atuação com outras companhias estaduais de saneamento, que precisam aumentar sua eficiência e efetividade para se tornarem mais competitivas neste novo contexto promovido pelo marco regulatório do saneamento aprovado recentemente.”, destacou o diretor de Mercado Civil & Parcerias da Fundação Ezute, Thomas Strasser.