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8
mar

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: A JORNADA FEMININA RUMO ÀS CONQUISTAS NO MERCADO DE TRABALHO 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: A JORNADA FEMININA RUMO ÀS CONQUISTAS NO MERCADO DE TRABALHO

Os desafios femininos frente ao mercado de trabalho ainda são imensos.

É verdade que nos últimos anos tivemos uma ampliação de postos de trabalho para mulheres, inclusive em áreas como tecnologia, defesa e segurança. Mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Neste Dia Internacional da Mulher, trazemos um pouco da experiência da nossa gerente de projetos, Claudia Tocantins, sobre os seus desafios profissionais e sua jornada rumo às conquistas no mercado de trabalho em áreas dominadas quase que 100% por homens.

Carioca, mas com uma identidade plural – desenvolvida pelas oportunidades que a vida profissional proporcionou ao longo de sua carreira ao lhe dar a chance de trabalhar em diferentes cidades pelo Brasil e no exterior – Claudia Tocantins é do tempo em que ainda havia colégios “só de meninas” ou “só de meninos”. Essas instituições devem existir até hoje, mas em menor escala.

“Confesso que gostei muito de sair de um colégio de meninas para um curso de Engenharia de Computação e, mais tarde, para ambientes de trabalho predominantemente masculinos. Por muito tempo, eu evitei o tema, pois acreditava que com a minha formação e competências, eu podia atuar em qualquer área que eu quisesse, ser mulher não era relevante na equação”.

Porém, os dados demográficos não confirmavam esta tese e ela se deu conta disso quando participou como palestrante em um evento e ouviu de uma estudante: “Fiquei muito feliz de assistir sua palestra, uma mulher que trabalha com tecnologia no palco do evento e com experiências tão interessantes”. A partir deste momento, Claudia passou a dar mais atenção à diversidade nas equipes e valorizar as oportunidades de colaborar com movimentos de promoção de mulheres na ciência e na tecnologia.

Atuando em áreas como defesa, segurança e tecnologia, Claudia pontua que o maior desafio é encontrar referências, exemplos e mentoras, já que a presença feminina (ou mais corretamente, o protagonismo e a visibilidade da mulher) nesses mercados ainda é uma característica recente. “O mercado, hoje, tem consciência da importância da diversidade dentro das equipes para que se encontrem novas soluções e alcancem resultados mais eficazes. Mais mulheres se destacando em trajetórias profissionais das mais variadas é um fator relevante para isso”.

Para a gerente, uma forma de estimular a presença feminina em carreiras que, atualmente, possuem um número maior de homens, é trabalhar em iniciativas para promover ações que ampliem o leque e apresentem diferentes soluções para jovens, crianças e meninas. Por exemplo, ensinar programação para adolescentes e pré-adolescentes. “Nem todas serão programadoras, mas, com isso, elas podem descobrir que elas não têm apenas um determinado perfil. Temos mais meninos nas áreas exatas porque eles, desde pequenos, foram ensinados a entender melhor o seu espaço. Já as meninas são ensinadas a desenvolverem mais os seus aspectos de cuidadora”.

Um outro ponto levantado pela profissional refere-se ao real envolvimento das empresas frente à diversidade: “se você não consegue nem ter mulheres no time, como terá outro tipo de diferenças?”.

Para finalizar, Claudia comenta que desde muito pequena, a mulher escuta afirmações do tipo: se tiver uma carreira não conseguirá ter uma família, filhos. “Fui treinada para separar o pessoal do profissional. Mas porque não pode estar junto? Eu, por exemplo, tenho família, filhos, viajo e tenho minha carreira. Por que teria de abrir mão de alguma dessas coisas?”

A Fundação Ezute abraça e valoriza a diversidade em sua totalidade e possui em seu quadro de colaboradores mulheres incríveis e competentes.

Neste 8 de março, damos os parabéns ao nosso time feminino, que faz a diferença nos projetos e nas atividades de apoio da organização.

26
fev

FUNDAÇÃO EZUTE DESENVOLVE SISTEMA DE INTEGRAÇÃO DE DADOS PARA FACILITAR COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS HÍDRICOS

FUNDAÇÃO EZUTE DESENVOLVE SISTEMA DE INTEGRAÇÃO DE DADOS PARA FACILITAR COBRANÇA PELO USO DE RECURSOS HÍDRICOS

A Agência das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – PCJ – finalizou no mês de fevereiro o recebimento dos dados de medições e previsões dos usuários de recursos hídricos das bacias hidrográficas que abrangem as Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGHRI 5) – Bacia do Médio Tietê.

Trata-se de um marco para o Estado de São Paulo, uma vez que o novo sistema, desenvolvido pela Fundação Ezute para a Agência, permite o acesso aos dados a partir da integração sistêmica com o Sistema de Outorga Eletrônica do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Na prática, os usuários acessam o Portal do Usuário para conferir os usos que estão ativos na Agência de Bacia, obter informações sobre valores cobrados, atualizar dados cadastrais de cobrança e realizar simulações de inclusão ou retirada de usos no seu empreendimento.

A cobrança é realizada sobre usos outorgados. Isso significa que um usuário – uma empresa que detenha a concessão dos serviços públicos de saneamento básico, por exemplo -, e possua uma outorga de 10m³/h, se for cobrada pelo outorgado terá que desembolsar o equivalente a um volume de 1.080.000m³ por mês. Em função de questões operacionais, essa empresa pode não utilizar a vazão outorgada total e, quando ela não utiliza, a forma de informar é por meio da solução que a Ezute desenvolveu para a Agência, onde a companhia em questão poderá informar o medido no ano anterior (2020) e o previsto no ano corrente (2021). Dessa forma, ela pode reduzir o valor financeiro cobrado com a comprovação de dados e documentos, enviados pelos sistemas desenvolvidos.

Rio Piracicaba (SP); Foto: Newton Medeiros/Flickr

A integração de dados eleva a qualidade das informações em função da latência que existia no envio dos dados do DAEE para a Agência das Bacias PCJ. “Elevar a qualidade dos dados se traduz em cobrar valores corretos a partir de uma base de dados atualizada diariamente. Hoje, as outras bacias precisam solicitar um arquivo eletrônico ao DAEE para então realizar o cadastro manual ou através de processos semiautomáticos. Nós desenvolvemos um Sistema de Cobrança integrado com o Sistema de Outorga Eletrônica que permite o acesso diário aos dados, eliminando o erro humano e a interpretação, promovendo os profissionais envolvidos na cobrança à atividades mais nobres”, explica Nathan Facundes Santos, gerente de projetos da Fundação Ezute.

A integração promovida pela Agência das Bacias PCJ, com apoio do DAEE, trouxe celeridade no envio dos dados do órgão gestor para a Agência de Água, elevando a qualidade, reduzindo custos operacionais, e eliminando o retrabalho administrativo no DAEE, na Agência PCJ junto aos usuários. Esses benefícios consolidam um processo importante de melhoria perseguido há muitos anos: a integração dos instrumentos de gestão no Estado de São Paulo.

A partir dos dados integrados junto ao DAEE e das informações atualizadas pelos usuários,  a Agência das Bacias PCJ pode realizar o cálculo da cobrança pelo uso dos recursos hídricos através de uma calculadora, também desenvolvida pela Fundação Ezute. Trata-se de um componente importantíssimo na solução criada, pois permite a configuração de diversos parâmetros relativos à cobrança e o seu versionamento, ou seja, é possível ter uma calculadora de cobrança em 2021 diferente da calculadora de cobrança que fará o cálculo em 2022. Esses critérios são definidos pelo Comitê de Bacia Hidrográfica.

11
fev

CISCEA dá início ao projeto de modernização do DACOM – Sistema de Defesa Aérea e Circulação Operacional Militar

CISCEA DÁ INÍCIO AO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DO DACOM – SISTEMA DE DEFESA AÉREA E CIRCULAÇÃO OPERACIONAL

A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) realizou, no dia 28 de janeiro, a reunião de início de contrato, firmado com a Fundação Ezute em dezembro de 2020 para a modernização do Sistema de Defesa Aérea e Circulação Operacional Militar (DACOM). A reunião ocorreu de forma 100% remota entre representantes da Divisão Operacional da CISCEA e da empresa contratada, com o objetivo de alinhar o escopo do projeto, as atividades previstas e seu cronograma.

O sistema DACOM, desenvolvido na década de 90, é a principal ferramenta de tecnologia da informação atualmente em uso no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), que exerce a supervisão e a coordenação das atividades de manutenção da Soberania do Espaço Aéreo Brasileiro. Decorridos mais de 20 anos, é necessária a evolução do Sistema de forma a atender às novas diretrizes operacionais do SISDABRA.

O projeto de modernização visa à elaboração de conceitos operacionais e especificações técnicas que servirão de base para uma nova concepção sistêmica, incorporando novas tecnologias e arquitetura modular à atual versão implantada, bem como o desenvolvimento de novas funcionalidades de apoio à decisão, pautadas na integração de dados e na troca de informações em um outro patamar de tecnologia, para uma eficiente condução de missões de Defesa Aeroespacial e de Operações Aéreas Correntes.

Além da adoção conceitos de software modular e escalável, que possibilitem incorporar os novos recursos computacionais do mercado e novos componentes para atender às necessidades identificadas ao longo desses 20 anos, a nova concepção visa tornar viável uma atuação institucional das Forças Armadas de forma integrada, proporcionando maior agilidade na tomada de decisão colaborativa para preparo, articulação e emprego dos meios de combate para a Defesa Aeroespacial.  O projeto trará benefícios voltados para um desempenho mais eficaz de diversos Órgãos do SISDABRA, como os Centro de Operações Militares (COpM), o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1ºGCC).

O Gerente de Operações da CISCEA Bruno Castro explica que o projeto do novo DACOM foi iniciado em 2014 e contou com a participação de uma grande equipe da CISCEA e de representantes de Organizações da Força Aérea Brasileira (FAB) para o levantamento das especificações técnicas e operacionais. “É gratificante ver um projeto tão nobre e importante e que é ainda é parte do sistema de Defesa Aérea do país se tornar algo mais palpável. Após uma pausa no projeto, foram retomadas as ações com forte engajamento e disposição de toda a equipe, para acompanhar, gerenciar e coordenar o projeto desde a fase inicial de especificações até o desenvolvimento e software e implantação”.

Para o Chefe da Divisão Operacional da CISCEA, Major Aviador Marcio Rodrigues Ribeiro Gladulich, é uma satisfação pessoal participar do desenvolvimento do novo DACOM. “Ao longo de minha carreira operacional, na Aviação de Caça, fui diversas vezes controlado pelo Centro de Operações Militares (COpM) em missões de interceptação ou de combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual). Dessa forma, estar envolvido na concepção de modernização desta importante ferramenta para o SISDABRA é realmente gratificante pelo sentimento de trabalhar em prol de uma nova geração de pilotos e controladores da Força Aérea Brasileira (FAB)”, declarou.

Os passos iniciais do projeto são as interações entre a CISCEA, a empresa contratada e os Órgãos operacionais envolvidos diretamente da utilização do sistema, para definições mais detalhadas e aprovação dos documentos que balizarão as próximas fases de desenvolvimento e implantação do sistema.

 

Seção de Comunicação Social da CISCEA
1º Tenente Relações Públicas Camille Barroso
Fonte: Bruno Castro e Camilla Aguiar (DO/CISCEA)

Foto: Agência Força Aérea / Divisão Operacional da CISCEA

15
jan

Tecnologia & Defesa: Consciência situacional marítima

CONSCIÊNCIA SITUACIONAL MARÍTIMA PASSA PELA INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS E PELA INTEROPERABILIDADE ENTRE ENVOLVIDOS

Interoperabilidade, adoção de práticas colaborativas, integração e trabalho conjunto são fundamentais para os cuidados com o mar brasileiro.

Em razão de diversos fatores como o aumento do tráfego de pessoas, do transporte de mercadorias, dos acidentes ambientais, entre outras mudanças e situações, o ambiente dos mares tem se transformado ao longo do tempo e
muitos são os desafios para o futuro.

Neste contexto, emerge o conceito de Consciência Situacional Marítima, que trata do domínio e do conhecimento
preciso e completo das vulnerabilidades, do comportamento e dos acontecimentos no oceano, compreensão desses eventos
e capacidade de prevê-los, bem como de tomar ações e medidas quando eles estão por vir ou são efetivados.

Confira a íntegra do artigo escrito pelo diretor-presidente da Fundação Ezute, Delfim Ossamu Miyamaru, na última edição da revista Tecnologia & Defesa.

6
jan

Fundação Ezute apresenta os benefícios de PPPs a novos gestores municipais no Espírito Santo

FUNDAÇÃO EZUTE APRESENTA OS BENEFÍCIOS DE PPPs A NOVOS GESTORES MUNICIPAIS NO ESPÍRITO SANTO

A Fundação Ezute marcou presença no Seminário “Novos Gestores 2021-2024 – Educação e Gestão Empreendedora”, realizado nos dias 21 e 22 de dezembro, pela Associação dos Municípios do Espírito Santo (AMUNES) e o SEBRAE, com o intuito de contribuir para gestões municipais de qualidade, oferecendo aos gestores eleitos e suas equipes conhecimentos técnicos diversos e trocas de experiências.

Coube ao diretor de Mercado Civil & Parcerias da Ezute, Thomas Strasser, comandar a palestra sobre APP – Aliança Público Privada na tarde do dia 22, e explicar aos prefeitos, vice-prefeitos e outras lideranças do Executivo os benefícios das parcerias público-privadas para a boa gestão municipal.

Parcerias público-privadas são contratos de longo prazo, que envolvem uma relação intensa entre atores públicos e privados para desenvolvimento ou gerenciamento de um serviço público, sendo que o agente privado assume riscos significativos e sua remuneração se dá por desempenho. Durante sua apresentação, Strasser elencou as vantagens das PPPs. “De uma forma mais inteligente, esse tipo de contrato permite uma distribuição de riscos entre o público e o privado, garantindo a redução de custos, a conquista de um olhar global do ciclo de vida do empreendimento – onde a construção é apenas uma etapa -, além de trazer confiabilidade e segurança jurídica que possibilitam a adoção de mecanismos para a retirada do agente privado em caso de mau desempenho. Ao mesmo tempo, traz garantias a ele em caso de bons serviços, independentemente de questões políticas”.

Ao falar dos desafios para a entrega de soluções de infraestrutura à população, das possibilidades de modelagem de contratos administrativos diversos, da importância do nascimento da ideia de concessão até o fim do projeto, sobre agências reguladoras e de questões genéricas de governança e compliance, o executivo da Ezute ressaltou o importante papel que a Fundação desempenha. “Podemos caminhar juntos nesse processo, fazendo esse trabalho em conjunto e com a transferência desse conhecimento para a equipe da prefeitura, para que depois ela tenha a experiência e possa dar seguimento ao projeto ao longo da execução do contrato, fazendo uma gestão adequada”.

Thomas Strasser, diretor da Ezute, durante sua apresentação

São quase 2.800 projetos executados no país, sendo apenas 36 projetos de iniciativas municipais de prefeituras capixabas e, desses, apenas seis contratos assinados. “Existe, portanto, um espaço muito grande para trabalhar melhor esse instrumento e a Fundação Ezute está à disposição para ajudar as administrações municipais a utilizar essa ferramenta da melhor forma possível”, acrescentou Strasser ao destacar a parceria entre a instituição, a Amunes e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

O evento contou com as presenças do governador do Estado, Renato Casagrande, da vice-governadora Jaqueline Moraes, do presidente da Amunes, Gilson Daniel, de secretários de Estado e diversas autoridades, além de palestrantes de variadas áreas. O Seminário foi híbrido, com público presencial em quantidade limitada e transmissão pela internet.

17
dez

Fundação Ezute fala sobre transferência de tecnologia para aumento de prontidão tecnológica em live do Incose Brasil

FUNDAÇÃO EZUTE FALA SOBRE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA AUMENTO DE PRONTIDÃO TECNOLÓGICA EM LIVE DO INCOSE BRASIL

No dia 10 de dezembro, o diretor de Mercado Defesa & Espacial da Fundação Ezute, Carlos Eduardo de Almeida Jr., participou como convidado especial da live sobre “Transferência de Tecnologia para Aumento de Prontidão Tecnológica”, realizada pelo Incose Brasil, divisão nacional do Conselho Internacional em Engenharia de Sistemas (International Council on Systems Engineering).

Em sua apresentação, Carlos Eduardo  falou do processo de gestão do conhecimento e aumento da prontidão tecnológica no programa de transferência de tecnologia, considerando o ciclo de vida do sistema ou material em aquisição ou desenvolvimento, nas fases de concepção, estruturação, formalização e controle.

Ao explicar o conceito de prontidão tecnológica, o especialista falou da Escala TRL, modelo desenvolvido e consagrado pela Nasa nos anos 80 que mede o nível de maturidade de uma tecnologia, ou seja, o quão apta ela está para sua aplicação final. “Há uma escalada de maturidade partindo dos níveis mais baixos, que abrangem teorias e pesquisas básicas, evoluindo para pesquisas aplicadas, para a aplicação dos conceitos analíticos, experimentação válida dos conceitos em ambientes simulados, conexão com outros sistemas até chegar aos níveis mais altos, com a operacionalização do processo e o equipamento ou o sistema de informação empregado”.

Durante esse processo de maturidade tecnológica, a tripla hélice da inovação, envolvendo academia, indústria e centros de pesquisa, muitos deles do governo, ganha destaque, de acordo com Carlos Eduardo. “Esse cenário faz girar um grande esforço de desenvolvimento tecnológico e de inovação”.

A transferência de tecnologia, que está inserida em um contexto de offset tecnológico, chega nesse contexto para abreviar o tempo e o esforço de avanço na escala. “De forma controlada e estruturada, é possível acelerar nos níveis de maturidade tecnológica”, disse o representante da Fundação Ezute, ao destacar que isso pode ser feito por meio de aquisição de grandes programas.

Carlos Eduardo explicou ainda os papéis principais dos agentes que compõem o processo de transferência de tecnologia: o detentor, que tem o know how; o beneficiário, absorvedor de conhecimento; e o mediador, geralmente um órgão de assessoramento ou de controle, que faz a gestão dos interesses nesse fluxo de tecnologia. “Importante salientar que se não houver um processo estruturado, baseado em boas práticas das tecnologias de sistemas, dificilmente se vai tirar muito desse ciclo”.

Ao trazer um exemplo hipotético pra debate, baseado nos projetos desenvolvidos pela Fundação Ezute, o especialista destacou o papel de indicadores de cobertura de transferência: mapeamento, escopo máximo de transferência e calibração do mapeamento.

A live, apresentada pelo conselheiro do Incose Brasil, Fábio Silva, também abriu espaço para perguntas dos participantes. Confira a íntegra do evento em: https://bit.ly/388ggbf.

16
dez

Embasa terá assessoria da Fundação Ezute para modernização de processos e tecnologias

EMBASA TERÁ ASSESSORIA DA FUNDAÇÃO EZUTE PARA MODERNIZAÇÃO DE PROCESSOS E TECNOLOGIAS

A Fundação Ezute acaba de firmar contrato com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A., Embasa, para a realização de estudo e diagnóstico da Unidade de Tecnologia da Informação e Comunicação – FTI, voltados à modernização institucional e comercial da empresa.

O contrato, que terá duração de quatro meses, ou 120 dias corridos, visa trazer melhorias e modernização de processos e de das tecnologias que darão base às estratégias gerenciais e de governança da Embasa.

Ao longo dos anos, a FTI vem implementando soluções de acordo com as demandas e solicitações dos diversos setores da companhia, exercendo papel coadjuvante na melhoria dos resultados da empresa. Contudo, em virtude de novas diretrizes estratégicas organizacionais, surgiu a necessidade de aprimoramento e modernização destes processos e das soluções já implantadas. A intenção é que a Unidade passe a promover ações e projetos internos que sustentem, além das demandas e ações gerenciais empresariais, as de processos estratégicos correlacionados à operação comercial.

A partir do reconhecimento dos processos de negócio da FTI, considerando os estudos, diagnósticos e planos existentes, a Fundação Ezute realizará os serviços em quatro fases:  Planejamento e metodologia do estudo; Estudo, análise e síntese; Diagnóstico e benchmarking; e Elaboração de Plano de Ação.

A Embasa, é uma sociedade de economia mista de capital autorizado, pessoa jurídica de direito privado, tendo como acionista majoritário o Governo do Estado da Bahia, e é responsável, nos municípios onde atua, pela prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, compreendendo a captação, tratamento e distribuição de água, bem como a coleta, transporte, tratamento e destinação adequada dos esgotos domésticos.

“A Fundação Ezute já prestou há alguns anos serviços semelhantes para a SABESP, em São Paulo e atualmente está apoiando também a SANEPAR, no Paraná. Com este novo contrato com a Embasa, na Bahia, expandimos nossa atuação no território nacional. Nossa expectativa é de ampliar ainda mais esta atuação com outras companhias estaduais de saneamento, que precisam aumentar sua eficiência e efetividade para se tornarem mais competitivas neste novo contexto promovido pelo marco regulatório do saneamento aprovado recentemente.”, destacou o diretor de Mercado Civil & Parcerias da Fundação Ezute, Thomas Strasser.

 

7
dez

Trabalho de PPPs da Fundação Ezute é abordado em Webinar sobre o futuro do saneamento no Paraná

TRABALHO DE PPPS DA FUNDAÇÃO EZUTE É ABORDADO EM WEBINAR SOBRE O  FUTURO DO SANEAMENTO NO PARANÁ

Um dos propósitos da Fundação Ezute é melhorar a qualidade de vida do brasileiro auxiliando a administração pública a melhorar sua eficiência, dando suporte nas diversas etapas do ciclo de vida de empreendimentos como as Concessões e Parcerias Público-Privadas. Esse trabalho foi apresentado pelo diretor de Inovação e Parcerias Público-Privadas da instituição, Thomas Strasser, no último dia 3, no Webinar “O Futuro do Saneamento no Paraná”, promovido pela ABREN, FIEP e o Governo do Estado do Paraná.

Ao participar da discussão, Strasser falou sobre Estruturação de PPPs municipais de resíduos sólidos urbanos. Além de trazer o conceito de Parcerias Público-Privadas e também de Honest Broker, ele destacou a atuação da Fundação Ezute na área de saneamento, água e esgoto, cujo modelo pode ser replicado para resíduos sólidos. “Temos tido bastante sucesso em um modelo alternativo para viabilizar soluções nesse sentido”, argumentou.

Ao explicar as diferenças de concessão comum, patrocinada e administrativa, Strasser esclareceu que no setor de resíduos sólidos, em virtude do contexto regulatório local, que pode ou não contar com tarifas para este serviço, é possível o trânsito entre os três modelos. “O modelo ideal é o modelo de concessão, sustentado pelas tarifas pagas pelos cidadãos, o que permite que os recursos públicos possam ser concentrados em educação, saúde, segurança, dentre outras áreas prioritárias”, disse.

Em função das dificuldades fiscais dos municípios, a Fundação Ezute desenvolveu um modelo que permite que o custeio da estruturação dos projetos seja dividido entre o ente público e as instituições privadas, destacou Strasser. Segundo ele, mesmo que seja em um percentual pequeno em aporte de recursos, é relevante a participação pública, pois é ela que garante o engajamento e permite que o projeto tenha prioridade. “A Ezute faz essa estruturação de projetos, viabiliza a transferência de conhecimento, o trabalho é feito a quatro mãos e todo esse processo acaba por garantir a priorização do interesse público”.

O painel contou ainda com as participações do presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke A. Belchior Tisi, que falou sobre as soluções do novo marco do saneamento para os municípios; e do presidente Executivo da Rede Nacional de Consórcios Públicos (RNCP), Victor Borges, que abordou os benefícios da formação de consórcios municipais, além da moderação do coordenador de Projetos Sustentáveis na SEDEST/PR e membro expert do WtERT Brasil, Charles Carneiro. A abertura do evento teve ainda os pronunciamentos do consultor da FIESP, João Arthur Möhr, e do secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Estado do Paraná, Marcio Nunes.

26
nov

Ezute facilita acesso eletrônico do DAEE durante a pandemia

EZUTE FACILITA ACESSO ELETRÔNICO DO DAEE DURANTE A PANDEMIA

Durante a pandemia, as Outorgas do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) tem sido viabilizadas graças ao apoio da Fundação Ezute, que não tem medido esforços para viabilizar o acesso dos técnicos ao Sistema de Outorga Eletrônica, no módulo de análise técnica, pela Internet.

Disponível até então somente pela Intranet do Governo do Estado de São Paulo, o módulo foi disponibilizado pela Internet de forma rápida e segura, permitindo que o DAEE, já durante o mês de outubro, ultrapassasse o montante de requerimentos analisados em 2019, que foi de 11 mil outorgas. A expectativa é que o número total exceda 13 mil em 2020, dois mil a mais que no ano passado.

Em tempo de crise sanitária mundial, o DAEE tem trabalhado em prol do desenvolvimento do Estado na manutenção da outorga de Direito de Uso, fundamental para a gestão dos recursos hídricos e o gatilho para o início de outros processos, como o licenciamento ambiental e financiamentos junto aos bancos públicos.

23
nov

Ezute promove palestra sobre Violência contra a mulher

EZUTE PROMOVE PALESTRA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Estimativa global publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que uma em cada três mulheres em todo o mundo – especificamente 35% – já foi vítima de violência física ou sexual durante a vida.

Em virtude da relevância do tema, a Fundação Ezute promoveu, no dia 19 de novembro, uma palestra on-line sobre Violência contra a Mulher. O intuito do evento foi desmistificar o assunto, informar, sensibilizar e preparar as pessoas para identificar algum tipo de violência na sua convivência e entorno e oferecer suporte e apoio às vítimas.

A temática foi conduzida pela presidente da Business Professional Women São Paulo, Claudia Pirani, que destacou os aspectos históricos e culturais que deram origem aos comportamentos violentos. “O nosso sistema ainda é patriarcal, somos ensinados, desde o nascimento, a perpetuar e legitimar comportamentos e práticas relacionados ao gênero”, disse a palestrante, ao ressaltar que, mesmo que não seja fácil, é preciso trabalhar para quebrar e desconstruir esse círculo vicioso.

Apesar de a violência de gênero física ser a mais facilmente identificada, existem outros tipos como a psicológica, a sexual e a simbólica, todas afetando alguém em situação de vulnerabilidade devido à identidade ou orientação sexual.

Claudia também abordou as críticas de grande parte da população sobre o porquê de as mulheres não se separarem de seus agressores, quando são seus companheiros. Ela explicou que muitos podem ser os motivos, como medo, vergonha, esperança de que não aconteça mais ou dependência econômica.

Outro mito abordado na palestra foi o de que a violência acontece apenas em famílias problemáticas e de baixa renda ou por questões relacionadas ao alcoolismo. Além disso, muitas mulheres demoram a identificar que são vítimas, em função do carisma ou da boa imagem do agressor em seu círculo social.

Ao destacar que as agressões atingem cerca de 35% das mulheres, Claudia pontuou que o problema está mais perto do que se imagina e, portanto, deve ser considerado uma questão social, exigindo a conscientização de todos. “Ao contrário do que dizem, podemos e devemos meter a colher”, ressaltou. “Precisamos amparar e dar todo o suporte de que essas mulheres necessitam. Falar de violência doméstica é falar de ideais da família”, acrescentou a palestrante, ao propor a criação de um novo sistema com a desconstrução do papel e das práticas de cada um.