Defesa

A Fundação Ezute foi criada no contexto da necessidade do Estado brasileiro de empreender, a partir de 1997, o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). Neste grande projeto, a Fundação contribuiu para a assegurar a soberania nacional através da atuação em três diferentes eixos:

⇒ Integração dos diferentes sistemas e tecnologias que compuseram o SIVAM;
⇒ Desenvolvimento de sistemas considerados estratégicos à época pelo Governo Brasileiro; e, finalmente,
⇒ Absorção de tecnologias e conhecimentos referentes aos sistemas desenvolvidos por empresas multinacionais.

Ainda no contexto do SIVAM, tornou-se primordial a criação de uma organização integradora nacional, que recebesse e dominasse as tecnologias complexas fornecidas pelas multinacionais de hardware e software contratadas pelas Forças Armadas para conduzir este projeto.

Assim, a missão da Fundação Ezute no programa SIVAM era a de garantir a autonomia tecnológica brasileira na inteligência do sistema. Fora registrada, na época, como Fundação para Aplicações de Tecnologias Críticas – ATECH, nome e marca utilizados até 2009.

Portanto, desde sua fundação, a Ezute se posicionou como parceira do governo federal em projetos estratégicos de defesa.

A defesa do território, da plataforma continental e do espaço aéreo brasileiro exige a integração de diversos meios tecnológicos a fim de assegurar o domínio situacional e a tomada de decisão eficaz.

A Fundação Ezute tem por filosofia guiar-se pela disponibilidade dessas soluções e pela integração de sistemas existentes, pela flexibilidade de implementação e operação, pela confiabilidade e pelo custo acessível. Esta filosofia é então aplicada nas diferentes etapas de programas e projetos, desde de sua concepção, até a gestão de sua obsolescência, passando eventualmente, por sua modernização ou substituição.

A Ezute esta apta a:

⇒ conceber sistemas de sistemas
⇒ formular soluções de comando e controle
⇒ integrar sistemas complexos
⇒ gerenciar, de forma técnica e complementar, programas e projetos

O conhecimento e a inteligência acumulados pela Fundação Ezute ao longo da execução de diversos projetos de vigilância de grandes áreas no Brasil a qualificam para ser uma parceira estratégica na formulação de novos conceitos.

MARINHA DO BRASIL

A Marinha do Brasil requer soluções para o cumprimento de sua missão constitucional:

“Preparar e empregar o Poder Naval, a fim de contribuir para a defesa da Pátria; para a garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem; para o cumprimento das atribuições subsidiárias previstas em Lei; e para o apoio à Política Externa.”

A Marinha busca essas soluções em alternativas nacionais de fornecimento, pois grandes potências procuram manter o domínio de suas tecnologias. A Fundação Ezute atua na contribuição a este movimento de valorização do produto nacional de defesa, oferecendo no país engenharia de ponta e visão sistêmica para que esta Força realize com sucesso sua missão.

Com a Marinha, a Fundação Ezute assinou um Termo de Cooperação, celebrado em outubro de 2015, nas áreas de Segurança, Defesa e Estratégia Marítima, com o intuito de contribuir para o fomento da produção de conhecimento, no Brasil, em área de interesse comum e para a disseminação e fortalecimento da mentalidade marítima no país.

Um dos frutos desta cooperação é o Estudo da Hidrovia do Rio Madeira, realizado por pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM) da Escola de Guerra Naval e da Fundação Ezute e cujo objetivo foi analisar o tráfego fluvial de cargas na hidrovia do Rio Madeira, elaborando cenários prospectivos para auxiliar a tomada de decisões estratégicas pelas partes interessadas na hidrovia.

Cases relacionados à Marinha:

SisGAAz

PROSUB

MANSUP

EXÉRCITO BRASILEIRO

A Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008 e revista e atualizada em 2012, afirma que a proteção das fronteiras é peça vital para a soberania nacional. Por isso mesmo, figura explicitamente no rol das responsabilidades constitucionais do Exército Brasileiro (EB). Com base nesta orientação, a Fundação Ezute decidiu de forma voluntária trabalhar num delineamento dos processos e métodos cuja adoção e implementação seria necessária ao cumprimento da importante missão.

As linhas mestras do projeto foram apresentadas ao comando da Força no primeiro semestre de 2010 e, após adaptação ao calendário e métodos próprios de trabalho do Ministério da Defesa, foi incorporado ao elenco dos projetos estratégicos permanentes do EB – o atualmente conhecido como SISFRON. Articulado em todos os níveis com o SIVAM, adotado pela Força Aérea Brasileira a partir de 1997, e do SisGAAz, sob a responsabilidade da Marinha do Brasil, o plano de proteção das fronteiras terrestres contém as linhas básicas de como será possível alinhar as tecnologias mais atualizadas na área de processamento de grandes massas de informação com a presença física dos dispositivos de vigilância e de ação já existentes no arsenal do EB.

FORÇA AÉREA BRASILEIRA 

A Fundação Ezute, através de sua antecessora, a Fundação Atech, liderou os projetos que garantiram a conquista da independência tecnológica do país em seu sistema de tráfego aéreo, marcando assim presença decisiva numa etapa vital da história da aviação brasileira.

Case:

SIVAM